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"Banalidade do Mal" na Família Unidimensional

  • 6 de mai.
  • 2 min de leitura


A conexão entre o discurso de ódio dos pais (sionismo radical, intolerância religiosa) e a ação dos filhos é o que Marcuse descreveria como a introjeção da agressividade sistêmica.


​O Lar como Célula de Fascismo Molecular: O pai que destila ódio a vítimas distantes (na Palestina, por exemplo) está validando a estrutura psíquica da crueldade. O filho não faz uma distinção geopolítica; ele apenas aplica a lição de que certas vidas não têm valor.


​A Substituição da Ética pela Moral de Rebanho: O ensino da não-empatia é uma ferramenta de sobrevivência neoliberal. Se o "outro" é um competidor ou um inimigo de Deus, eliminá-lo — seja um animal de estimação ou um colega — torna-se um exercício de domínio.


​A Perda da Grande Recusa: ​Marcuse pregava a "Grande Recusa" como a resistência ao sistema. O que vemos aqui é o oposto: uma Identificação Total com o Agressor. Esses jovens não estão se revoltando contra o sistema que os oprime; eles estão tentando ser a mão mais pesada desse sistema.


​Ao matar na vida real, eles buscam desesperadamente sair da "unidimensionalidade" através da única coisa que o sistema ainda não consegue ignorar: o sangue. É a tentativa trágica e perversa de se sentir "real" em um mundo de aparências.


​À Título de Conclusão (Inconclusa): A Barbárie Tecnotrônica

​Na visão marcusiana, o Brasil estaria enfrentando uma síntese do que há de pior: o arcaísmo moral (o ódio religioso e colonial) operando com a eficiência técnica moderna (redes de anonimato e radicalização).


​A família, que deveria ser o espaço do Eros (cuidado, preservação), torna-se o solo onde se cultiva o Tanatos.


O resultado não é apenas um crime, mas um sintoma de uma civilização que, ao perder a capacidade de criticar a si mesma, passa a devorar seus próprios membros.

 
 
 

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